Quando vale a pena criar um mascote ou um personagem para a marca?

Graças à mudança de comportamento do consumidor, causada pela transformação digital, cada vez mais empresas têm investido em um contato mais próximo e pessoal com o cliente, a fim de mantê-lo sempre fiel à marca.

Dentre tantas estratégias do marketing digital para humanizar a marca, uma que se destaca é a criação de personagens interativos que conseguem transmitir os valores da empresa de uma forma única.

Mas será mesmo que toda empresa precisa criar um mascote para estreitar o relacionamento com seus clientes? Vamos falar sobre isso neste post. Confira!

Quando criar um personagem?

Antes mesmo de decidir investir na criação de uma mascote, é fundamental refletir se a sua empresa realmente precisa de um porta-voz para agregar valor à marca.

Não há como negar que a personificação da marca é uma maneira eficaz para estreitar o relacionamento com os clientes e, consequentemente, aumentar as vendas.

Porém, sejamos sinceros, além de existir várias outras estratégias de humanização da marca – tais como a prática de storytelling, a exposição dos bastidores da empresa por meio de vídeos, a maior presença nas redes sociais etc — não há como garantir, sem uma pesquisa prévia, se a sua persona precisa de um personagem para se identificar.

Sendo assim, se você quer descobrir se criar um mascote é o mais ideal para o seu negócio, é preciso ter em mente que ele vai representar a sua marca. Portanto, o personagem precisa estar totalmente alinhado com a sua identidade corporativa.

Além disso, é crucial conhecer a fundo o seu público-alvo para analisar se uma personificação poderia ajudá-lo a compreender os valores da empresa, a ponto de potencializar o seu engajamento.

Por exemplo, se a sua empresa vende uma solução muito complexa, porém necessária para a persona, talvez um personagem poderia servir como um “agente facilitador”, explicando os produtos ou serviços de uma forma mais simples e com uma linguagem digital mais próxima do cotidiano dos consumidores.

No entanto, se, após a análise, você identificar que o seu potencial cliente já se sentiria acolhido com outras estratégias do marketing digital, então o investimento em um mascote pode não ser tão necessário.

Quais cuidados devo ter na hora de criar um mascote?

Caso você tenha chegado à conclusão de que um personagem é a melhor escolha para o seu negócio, e que você não está apenas querendo embarcar na moda com outras empresas, então já podemos ir para a parte prática de criação!

Assim como qualquer outra estratégia de marketing, devemos tomar certos cuidados para que a ação seja bem-sucedida. Confira os principais critérios que você deve ter em mente antes mesmo de planejar o visual do mascote:

  1. O personagem deve ter algo relacionado com a marca — seja as cores da logomarca, acessórios que lembrem os principais produtos da empresa etc;
  2. Durante a etapa de planejamento, é importante ter em mente a imagem que o personagem deve passar para o público — isso vai influenciar a escolha dos seus hábitos, postura e  personalidade;
  3. Não tente criar uma personificação do dono da empresa, o mascote deve representar a marca como um todo e não somente os seus superiores;
  4. É recomendado o investimento em uma personalidade carismática e divertida para a maior identificação com o público.

Quais os exemplos de sucesso do mercado?

Agora que você já sabe quais cuidados devem ser tomados para criar o porta-voz da sua marca de maneira bem-sucedida, vamos conferir alguns cases de sucesso de empresas que conseguiram conquistar o público com personagens carismáticos e interativos.

Ronald McDonald

Ronald McDonald

Criado em 1963, Ronald se tornou o sucesso de uma das redes mais conhecidas no mundo: o McDonald’s. Em 1967, o personagem se tornou o porta-voz da marca.

No início, Ronald tinha um visual completamente diferente do que conhecemos atualmente — ele foi desenvolvido com um chapéu semelhante a uma bandeja de hambúrguer, com batata frita e milk-shake, para relacioná-lo com os famosos lanches da franquia. No lugar do seu nariz e dos seus sapatos estavam, respectivamente, um copo da rede e dois pães.

Com o passar das décadas, o palhaço foi mudando de aparência, porém nunca deixou de ser conhecido como um personagem divertido que passa boas mensagens para as crianças.

Tony, The Tiger

Tony, The Tiger

Quem não conhece Tony, The Tiger? O personagem foi criado em 1952 com o objetivo de fazer promoção da famosa marca de cereais Sucrilhos da Kellogg’s. Assim como outras mascotes, Tony também sofreu várias mudanças visuais com o passar dos anos, sempre focando em tornar a sua imagem a mais carismática possível para o público. Hoje em dia, já com um visual mais “descolado” e musculoso, o personagem passou a incentivar crianças à prática de esportes.

O sucesso da mascote não apenas proporcionou um alto faturamento para a empresa, como também gerou a honraria de ser considerado um dos dez personagens mais populares do século 20.

Chester Cheetah

Chester Cheetos
Chester Cheetos

A Cheetos sempre foi conhecida por seus salgadinhos de inúmeros formatos e sabores. Por manter o foco no público infantil e estar constantemente inovando seus produtos, a empresa rapidamente se tornou um sucesso de vendas internacional. No entanto, nada se compara ao aumento das vendas causado após a criação do personagem Chester Cheetah, em 1986.

Não demorou muito para o mascote ser acolhido e adorado pelo público jovem. Com a personalidade “dissimulada”, mostrando que o sabor do salgadinho poderia levar qualquer um ao êxtase, o investimento na publicidade do personagem fez com que a Cheetos ganhasse destaque no mercado, tornando-se a primeira marca de snack americana a chegar na China.

Criar uma mascote para servir como porta-voz da marca, é uma excelente estratégia para aumentar a aproximação com o público. No entanto, para evitar o desperdício de investimento, é importante analisar se sua empresa realmente precisa de um personagem e não está apenas seguindo o “modismo” da concorrência.

Agora que você já sabe identificar se sua marca precisa ou não criar um mascote, aproveite para aprofundar seus conhecimentos sobre humanização da marca: até onde é possível investir sem prejudicar o branding?