Marketing estratégico: a era do operacional já passou (há muito)

Quando falamos em marketing estratégico, a primeira impressão notada é o aparente pleonasmo nas palavras: afinal, o marketing, por si só, já é estratégico, concorda? Porém, se paramos para analisar esse conceito mais uma vez, percebemos que ele estabelece uma comparação muito útil entre o antigo modelo operacional do marketing, frequentemente atribuído à área, e sua perspectiva atual muito mais ampla.

O marketing estratégico, como seu próprio nome diz, se resume a uma abordagem estratégica do público, do mercado e das ações empresariais como um todo. Isso significa estudar e compreender todos os elementos e etapas de um empreendimento, a fim de aplicar recursos de maneira inteligente e explorar com mais eficácia as condições nas quais uma empresa se encontra.

Em outras palavras, essa abordagem põe fim às velhas “receitas de bolo publicitárias” e está muito mais focada em desenvolver ações diferenciadas para cada marca.

Continue a leitura e descubra o que o marketing estratégico pode fazer pelo seu negócio!

Um novo olhar (estratégico) sobre o cliente

Se há algo que mudou radicalmente o marketing nos últimos anos, e vem transformando empresas em todo o mundo, é o novo olhar sobre o cliente. Já se foi o tempo em que a preocupação dos gestores se limitava a melhor propaganda: o que os marketeiros do século XXI querem saber é o que se passa na cabeça do consumidor.

O público é o princípio de toda estratégia de marketing vencedora e é a partir dele que todas as futuras ações são construídas, ponderadas e, finalmente, aplicadas. Mas não pense que isso se resume a velha máxima de que o “cliente tem sempre razão”. Muito pelo contrário! Os seus clientes estão repletos de dúvidas e querem ser questionados, educados e orientados constantemente.

O desafio, porém, está em criar meios para entender o público, o que não é uma tarefa fácil. A partir dessa necessidade, gradualmente as ferramentas e estratégias que consistem em métricas e monitoramento ganham cada vez mais destaque em relação às velhas pesquisas de mercado baseadas em entrevistas e grupos de foco. As soluções tecnológicas são o grande eixo dessa etapa do marketing, pois permitem um entendimento muito mais rico e preciso do consumidor.

A ruptura entre o velho e “novo marketing”

O marketing estratégico se beneficia de uma abordagem diferente da gestão clássica baseada em um modelo de caráter mais operacional (o velho passo a passo). Os 4 P’s do marketing, por exemplo, um dos mais famosos conceitos da área, nem sempre é capaz de esclarecer com a necessária precisão todo o universo das ações empresariais.

O marketing estratégico, por sua vez, consiste em utilizar as ferramentas do marketing para atingir objetivos estratégicos. Para isso, ele busca entender, por exemplo, por que empresas de um mesmo segmento apresentam resultados tão distintos e o que está sendo crucial para a liderança de uma marca em relação às outras.

A partir de estudos e questionamentos como esse, essa metodologia surge como uma ferramenta de elaboração de planos de ações futuros de uma empresa baseados em seus consumidores e suas escolhas, levando-se em conta, também, a triangulação entre público, ofertas e competidores. O marketing estratégico busca, portanto, entender:

  • o que a empresa oferece para o mercado;
  • qual a oferta que ela proporcionará;
  • como os consumidores perceberão essa oferta;
  • quais as ações desenvolvidas pelos competidores;
  • como tudo isso pode ser usado para desenvolver diferenciações competitivas (como veremos no tópico a seguir).

Essa espécie de “novo marketing” não representa um abandono das antigas práticas, mas um aprimorando frente às mudanças do mercado e uma fuga do seu próprio setor. Isto é, o marketing passa a influenciar todos os processos do empreendimento e não apenas a comunicação.

A diferenciação como foco do marketing estratégico

O marketing estratégico desprende um grande esforço para trazer à tona soluções que não apenas fujam do usual, mas que sejam também capazes de evitar o chamado isomorfismo mimético — expressão emprestada da biologia que descreve a tendência de espécies (nesse caso empresas) de apresentarem similaridades entre si.

A nova era da transformação digital não tolera inovações por muito tempo. Tão logo uma novidade é lançada, rapidamente outras empresas lançam produtos e serviços parecidos, quando não idênticos, à ideia inicial. Isso significa que, para se manter como destaque em um mercado, as empresas precisam inovar continuamente.

Melhorias no produto e no design são importantes, mas o marketing estratégico pode ir além, propondo mudanças, inclusive no posicionamento da marca e até no modelo de negócio. O iPod, por exemplo, um dos primeiros dispositivos de reprodução de áudio da Apple, não representava muita novidade, entretanto ele surgiu atrelado ao iTunes, uma plataforma que revolucionou a indústria fonográfica da época.

Os novos desafios do marketing

O marketing estratégico também trouxe novos desafios para os profissionais da área. A antiga concepção da agência de marketing como mero braço criativo das empresas não é mais capaz de descrever todas as responsabilidades que envolvem esse trabalho nos dias de hoje.

Muito além das campanhas publicitárias tradicionais, os “novos marketeiros” também são responsáveis pelo planejamento e posicionamento de uma marca, gestão de sites, blogs e mídias sociais, além do desenvolvimento, acompanhamento, mensuração e otimização dos resultados.

Ao que tudo indica, estamos caminhando para uma era muito mais inovadora e inteligente do marketing, na qual os estudos e as ações desenvolvidas são cada vez mais personalizadas, precisas e diferenciadas.

No HUB Criação, a inovação já está presente em nossa história e em cada etapa do nosso modelo de negócio. Aqui, as estratégias são montadas, métricas são definidas e, por meio de parcerias, colocamos os melhores profissionais de cada área trabalhando ativamente para o sucesso do seu empreendimento.

Mas antes de tudo isso, é claro, nós começamos com uma boa conversa e uma análise minuciosa de cada negócio. Afinal, como destacou certa vez Philip Kotler, uma das grandes cabeças do marketing estratégico, “você nunca deve ir para o campo de batalha antes de vencer a guerra no papel”.

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Redatora/Criativa do HUB Criação, caiu na publicidade por acaso, há 17 anos. Adora um bom texto, seja pra ler ou pra escrever.