Como fazer uma análise da concorrência com dados reais do mercado?

Se você anda bisbilhotando o site e as páginas dos seus concorrentes, saiba que está tudo bem — afinal, é bem provável que eles estejam de olho no seu negócio também. A análise da concorrência é fundamental para que o empreendedor conheça bem o mercado em que atua. E isso não pode se limitar a tendências de economia e consumo.

É preciso entender quem está no jogo e como essas pessoas estão jogando. Ou seja, compreender quais empresas saíram e quais estão chegando, quais são as ações mais efetivas tomadas por elas, os erros cometidos e os demais dados sobre seu desempenho como um todo.

Mas sabia que existem maneiras muito mais precisas e eficientes de se fazer uma análise da concorrência? É isso que vamos ensinar a você agora. Acompanhe!

Primeiramente, quem é você?

Não é possível realizar uma boa análise da concorrência se você não conhece a fundo o seu próprio negócio. Sua primeira tarefa, portanto, é identificar os pontos altos e baixos da sua própria empresa, levando em consideração fatores de estudo de mercado, como preço (competitividade), canais de aquisição, posicionamento da marca, comunicação e satisfação dos clientes.

Procure responder às seguintes perguntas: quais as suas vantagens, desvantagens e como promove sua marca? Qual é o tamanho do seu negócio? Você é capaz de atender a sua demanda? A qualidade do produto ou serviço prestado é notada pelos seus clientes? Como é a sua relação com os fornecedores?

Para ficar mais fácil, algumas ferramentas de análise podem ajudar você, como o Business Model Canvas (BMC) que estabelece quatro pontos básicos para definição de uma empresa: o quê (o propósito da atividade da empresa e seus diferenciais), como (o que é necessário para atingir a sua proposta de valor), para quem (o público que deseja se comunicar e os meios utilizados para isso) e quanto (captação de recursos, investimentos e consequências financeiras gerais).

Explicamos como usar o BMC lá no nosso Instagram, confira:

 

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Outra ferramenta muito intuitiva utilizada para esse fim é a Análise SWOT, cuja principal função é identificar e organizar as forças (strengths) e fraquezas (weaknesses) do seu negócio, assim como suas oportunidades (opportunities) e ameaças (threats). Os dois primeiros são relacionados à análise interna da empresa e os dois últimos à externa, na qual entra a análise da concorrência que trataremos a seguir.

Quais são os seus concorrentes?

Nesse momento, é interessante visualizar o mercado com o olhar de um consumidor em busca de soluções para um problema. Faça pesquisas na internet e nas ruas (caso seja um negócio físico) como um potencial cliente (ou persona) faria e identifique as principais marcas que surgirem.

Quais empresas ou profissionais oferecem o mesmo — ou similar — produto ou serviço que o seu? Observe que os concorrentes não são apenas aqueles que trabalham exatamente com o mesmo produto ou serviço que você comercializa, mas também todos aqueles que oferecem soluções que podem, eventualmente, substituir ou desqualificar as que você oferece.

Para uma pesquisa mais aprofundada, pode ser interessante também considerar aspectos da empresa, como a capacidade de investimento, localização e preços competitivos, além de aspectos externos (que fogem do controle do empreendedor), como cenário econômico do país e demanda, que podem conferir alguma vantagem ou desvantagem competitiva.

O que deve ser analisado?

Toda e qualquer informação é bem-vinda para análise e comparação, entretanto, é a opinião do consumidor que sempre será o fator chave para determinar a qualidade de uma marca, serviço ou produto. É ele que determina quem sai na frente na corrida pelas vendas e, por isso, não há maneira melhor de conhecer uma organização do que ouvindo seus clientes.

Portanto, fique atento a fóruns, sites e blogs de discussão, comentários e eventuais denúncias. Outro ponto importante é descobrir se as outras empresas são populares no ambiente online e se utilizam um site ou blog corporativo com bom posicionamento orgânico (o que indica um bom trabalho de SEO iniciado há muito tempo).

Além disso, é preciso verificar se fazem marketing nas redes sociais ou outras mídias digitais e se adotam alguma estratégia para aquisição de leads e potenciais clientes, como o Inbound Marketing. A análise da concorrência também pode ser pautada em informações públicas. Notícias relacionadas aos seus concorrentes podem indicar que eles trabalham com alguma assessoria especializada ou fazem parecerias com influenciadores.

Por outro lado, informações negativas também podem ser divulgadas, como problemas com produtos e escândalos que também devem ser considerados. Quanto à competitividade, inúmeras variáveis podem influenciar o preço de um produto: por exemplo, oferta e demanda, porte da empresa (capacidade de compra), localização dos fornecedores e a relacionamento com eles, tributações etc.

Sendo assim, é importante procurar compreender como seus concorrentes estabelecem seus preços para comparar as diferentes estratégias de precificação.

Existem ferramentas para análise da concorrência?

Além de informações de pesquisa, ainda existem muitas ferramentas que podem ajudar você a analisar a sua concorrência na internet — muitas delas gratuitas. Uma das mais conhecidas e utilizadas é o SEMrush, plataforma para testes e análise de tendências para palavras-chave que também permite analisar dados de rankeamento e tráfego dos seus concorrentes por meio das URLs.

Outra solução semelhante é o SimilarWeb, que também ajuda a medir o desempenho de sites e blogs a partir das suas estatísticas de tráfego. O seu diferencial é que ele ainda apresenta a variação desses dados ao longo do tempo, o que nos ajuda a descobrir quais empresas estão melhorando ou perdendo sua presença online.

Já para quem necessita de uma análise mais criteriosa, o Google Alerts é capaz de descobrir onde determinada palavra está sendo citada na internet. Você não só pode analisar a popularidade da sua marca e a dos seus concorrentes, como também pode ser notificado por e-mail sempre que uma palavra ou expressão definida for citada.

Como obter dados reais do mercado?

Uma grande vantagem da atualidade em relação a décadas passadas é a quantidade de dados disponíveis para livre acesso e consumo. Uma rápida busca na internet é suficiente para encontrar diversas pesquisas e levantamentos da sua área em sites e blogs especializados, que podem e devem ser consultados.

Empresas e instituições de pesquisa também podem realizar diferentes tipos de levantamento a pedido do cliente. Entretanto, esse modelo tradicional de estudo de mercado, apesar de muito eficiente, pode custar caro dependendo da dimensão da análise.

Para quem preza por uma conversa franca, um bate-papo entre empresários concorrentes pode trazer benefícios para ambas as partes — mas é claro que isso nem sempre é viável. A boa notícia é que as empresas começaram a adotar posturas mais flexíveis e transparentes nos últimos anos. Se, no passado, métodos e processos empresariais eram escondidos a sete chaves, hoje, muitas organizações expõem dados internos e resultados para o público sem muitos rodeios.

Você também pode levantar dados de maneira independente, utilizando formulários online, landing pages ou simplesmente interagindo com pessoas nas redes sociais, por exemplo. Essa comunicação direta, inclusive, pode fornecer a você uma visão ainda mais precisa do seu público.

Como analisar os dados obtidos?

Com os dados em mãos, é preciso esclarecer todos os pontos em que sua empresa está à frente e também os aspectos em que deixa a desejar em relação aos concorrentes, sempre procurando entender as razões desse resultado.

Possíveis mudanças em prol da melhoria de processos devem ser providenciadas, assim como as reclamações e feedback de consumidores devem ser utilizados para encontrar diferenciais que ajudem sua marca a se destacar.

Como você vê, a análise da concorrência é um recurso essencial para o planejamento estratégico de qualquer negócio e uma brilhante forma de obter insights para suas futuras decisões. Mantendo-se atento a todas as características do seu ambiente de atuação, você estará sempre preparado para as contínuas mudanças do mercado.

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CEO do Hub Criação, publicitário desde 2000, empreendedor por natureza e apaixonado por inovação!