Qual é a relação da teoria da cauda longa com a segmentação de marketing?

Muitos elementos são relevantes dentro do marketing. A divisão de estratégias aplicadas a um negócio certamente é um desses aspectos. Por conta disso, a teoria da cauda longa tende a ser um conceito bastante útil para que você faça bons projetos na área.

Você provavelmente já ouviu falar sobre esse termo, mas que tal conhecê-lo um pouco mais e ver como ele funciona na prática? Para entender mais a respeito e conhecer a relação dele com a segmentação de marketing, leia o texto até o fim!

O que é a teoria da cauda longa?

Essa teoria despontou em 2006, a partir do lançamento do livro “A Cauda Longa — do mercado de massa para o mercado de nicho”, escrito por Chris Anderson. Na época, Eric Schmidt, então presidente do Google, disse que ali estava o “futuro dos negócios“.

Atualmente, mais de uma década depois, a previsão do ex-mandatário da gigante da internet estava certa. Mas, afinal, qual era o pressuposto teórico elaborado por Anderson em sua famosa obra?

Basicamente, o autor argumentou que a internet mudaria por completo a relação dos consumidores com os produtos. Foi exatamente isso que aconteceu com a proliferação dos e-commerces, que tanto se afastaram das restrições costumeiramente associadas às lojas.

Sem a limitação física, o espaço para vender tornou-se infinito. Com isso, surgiu a possibilidade de dar atenção aos produtos nichados — ou produtos cauda longa — e enfim os vender com maior facilidade.

Não por acaso, os nichos e pequenos grupos de interesse estão em todos os cantos da internet. Não é nada difícil encontrar um fórum de pessoas apaixonadas por suculentas ou uma loja que só vende acessórios para jogadores de rugby.

Por que o mercado de cauda longa é importante?

Saindo um pouco da teoria, os efeitos aplicáveis do crescimento dos mercados nichados são visíveis. Eles permitiram que grandes companhias investissem em customização e atingissem um público-alvo e/ou personas ainda inexplorados.

Há quem argumente contra, sob a alegação de que produzir poucos lançamentos é mais rentável e custa menos, além de ser mais facilmente escalável em termos de desenvolvimento, divulgação e vendas. Isso porque o grande público, na prática, não se preocupa tanto em consumir novidades altamente customizadas e continua procurando o tradicional.

No entanto, é inegável que setores negligenciados ganharam um espaço que antes não tinham. Nesse sentido, o digital assume um papel central, porque agora os consumidores podem procurar e encontrar produtos e serviços muito específicos em questão de segundos.

Como isso se relaciona à segmentação de marketing?

O tempo passou, o mercado mudou e os nichos se estabeleceram. Portanto, ignorá-los pode ser um grande erro em suas estratégias de marketing. É claro que existem variações de acordo com o negócio, mas pode-se dizer que, sem a cauda longa, a segmentação tem muito a perder. Para quem trabalha com marketing digital, essa necessidade é ainda mais notável.

Se você é do ramo, é bem provável que já tenha se deparado com o termo “SEO” — a popular otimização para os motores de busca. Nunca é demais lembrar: trata-se daquele conjunto de práticas cujo objetivo é fazer com que os blogs e sites de seus clientes ocupem as primeiras páginas de sites como o Google, ganhando destaque aos olhos dos consumidores.

Uma estratégia que se utiliza do Inbound Marketing, aliás, necessita demais das técnicas de SEO, já que a intenção é “puxar” o consumidor para conhecer melhor a marca e convencê-lo a executar a compra.

Em virtude da necessidade de segmentar para atrair, o SEO pegou emprestada a teoria de Anderson e criou o conceito palavras-chave cauda longa ou long tail, essenciais para se obter um bom ranqueamento, gerar tráfego e atingir personas que muitas vezes são deixadas de lado.

O que são long tail keywords?

Uma palavra-chave cauda longa geralmente é formada por três termos ou mais e pode até dar origem a uma pequena frase. Isso representa uma busca personalizada, ou seja, de nicho.

Uma keyword genérica, como “chocolates”, tem altíssima procura, mas uma oferta igualmente elevada, com a qual é bem mais difícil concorrer e, enfim, conseguir ranquear nas primeiras posições.

Em contrapartida, tentar o ranqueamento com “chocolates belgas brancos”, “chocolates suíços com amêndoas” ou “chocolates importados sem lactose” tende a ser mais fácil, já que a concorrência será menor nesses termos.

É fato que essas palavras-chave terão uma pequena média de buscas mensais, mas isso não faz delas irrelevantes, muito pelo contrário — criar um blog ou apostar em mídia paga sem o uso de palavras-chave cauda longa pode ser um desperdício e tanto.

Por que elas são importantes?

Pensando no funil de vendas e nas etapas da decisão de compra, as long tail keywords são importantes para segmentar os visitantes e os direcionar para que encontrem aquilo que realmente estão procurando. Em longo prazo, isso também é bastante útil para a geração de leads e oportunidades.

Além disso, quando um consumidor que ainda não está preparado para a compra faz uma pesquisa no Google, a tendência é que ele procure informações usando termos de cauda longa: “melhores chocolates importados”, “chocolate sem lactose é bom”, “vantagens dos chocolates sem lactose” etc.

Quem já avançou no funil provavelmente procurará usando palavras-chave menores, como “chocolate importado”. Essa distinção permite que você crie conteúdos e pense em ações diferentes, a fim de atingir os dois públicos.

Quais são os benefícios das palavras cauda longa?

Enfim, além da segmentação na estratégia, vale destacar o ganho na relação entre custo e benefício, já que esses termos são menos visados e se associam a cliques mais qualificados.

O baixo índice de rejeição também é atrativo, tendo em vista que é pequeno o risco de um consumidor nichado não se identificar com um negócio pensado nas necessidades dele, que são pouco atendidas pelo mercado.

Enfim, as palavras-chave de cauda longa, bem como a teoria que ajudou a originá-las, são muito importantes para segmentar uma estratégia de marketing e a tornar mais eficiente. Jamais deixe de aplicá-las, certo? Seu SEO e seus resultados agradecem!

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