A propaganda não é mais a alma do negócio!

A propaganda entre os anos 1960 e 2000 viveu seus anos dourados. Os grandes anunciantes investiam grandes volumes de dinheiro nas mídias de televisão, rádio, jornal e outdoor. Com poucas opções de canais e uma mídia interruptiva e impositiva, o consumidor não escolhia o que iria consumir, ele era escolhido!

Quanto maior o volume de investimento em mídia, maior era o resultado de vendas. Simples assim, deixando o planejamento e a estratégia em segundo plano.

Sob este cenário, foi criado um dos bordões mais utilizados pelos profissionais ligados ao marketing nas últimas décadas: a propaganda é a alma do negócio. Algo bastante convincente, principalmente considerando os fatores citados e as poucas opções ofertadas aos consumidores.

Mas por que a propaganda não é mais a alma do negócio?

Mercado organizado em nichos

Com o crescimento do marketing digital nos anos 2000, os consumidores começaram a interagir com as marcas e produtos através das mídias sociais. Houve uma grande mudança do mercado consumidor, que passou a se organizar em nichos. Com isso, as estratégias de comunicação das empresas ficaram bem mais complexas, indo muito além do ‘investir o máximo possível para ter o maior retorno possível’. Neste novo cenário, foi preciso criar empatia e relacionamento com o público-alvo. Até aqui, nada de novo, porém isto levou a uma mudança de conceito na forma do marketing trabalhar.

O departamento de marketing das empresas sempre teve o seu foco voltado para fora da empresa, procurando responder perguntas como onde está meu cliente?, onde ele toma a decisão de compra?, como eu posso atingí-lo da forma mais eficiente?.

A necessidade de ter um diferencial

Depois dessa guinada provocada pelo marketing digital no mercado, tornou-se imprescindível uma mudança de foco do marketing para dentro da empresa. O importante agora é descobrir o que eu (empresa) tenho de melhor? O que eu tenho de diferente para oferecer para o meu público? E que tipo de público tem interesse no meu produto? Só depois de uma análise criteriosa sobre quem é a empresa e o produto e em qual mercado ele tem possibilidade de se inserir com êxito é que o marketing se volta para o mercado para interagir com esse público.

Propaganda ganha outra perspectiva

Nesta nova perspectiva, a propaganda deixou de ser a alma do negócio e passou a ser apenas a forma de impulsionar um volume de clientes-alvo para o ambiente digital da empresa. É nele que a empresa consegue, de fato, conectar-se com o seu cliente, criar empatia, apresentar seus valores e suas crenças, para aí sim, se tudo for compatível, concretizar a venda. Um dado que merece destaque: estudos mostram que mais de 70% das compras feitas no Brasil têm alguma influência, pesquisa ou efetivação feitas na internet.

Assim, na era da comunicação digital, da segmentação por nicho de mercado e do marketing de conteúdo, o bordão ‘a propaganda é a alma do negócio’ dá lugar a: “A internet é o novo deus dos negócios.”.

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CEO do Hub Criação, publicitário desde 2000, empreendedor por natureza e apaixonado por inovação!